quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Yeda Castro - Povos, Línguas e Culturas Africanas no Brasil

Yeda Castro - Povos, Línguas e Culturas Africanas no Brasil
Sinopse: Yeda Pessoa de Castro, que é etnolingüista, Doutora em Línguas Africanas pela Universidade Nacional do Zaire, dentre outras especializações...nos conta através do Nós Transatlântico, sua pesquisa da linguagem cultural dentro das religiões afro brasileira e sua influência litúrgica. Em busca da linguagem etnológica na Bahia, descobriu que não somente a Nação Nagôs, mas a Nação Kongo Angola, tinham muita influência sobre a religião nesse Estado.

Citando Nina Rodrigues, o primeiro estudioso brasileiro a abordar o problema do negro como questão social no Brasil, que por volta de 1933, chamou atenção para essa influência, até então famosa no Rio de Janeiro, atraindo assim, muitos pesquisadores estrangeiros para pesquisa de campo. Yeda ainda explica as divisões de Nação feitas na Bahia, tais como Kongo Angola, Mina Jeje e Nagô Ketu. Desmitificando a ideia da África ser um país único, tendo mais de 2 mil línguas, a adaptação à língua portuguesa, dando-se um sentido litúrgico, e o Candomblé como religião brasileira, não africana.

Fonte: Nós Transatlânticos

Endereço eletrônico:  
https://www.youtube.com/results?search_query=Yeda+Castro+-Povos%2C+L%C3%ADnguas+e+Culturas+Africanas+no+Brasil++

VALE A PENA ASSISTIR!!!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Ata da Reunião dos Integrantes FOMEDE / 2017

FÓRUM MACRORREGIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETNICORRACIAL – FOMEDE - 08 de Agosto de 2017

Aos oito dias do mês de agosto, ás treze horas, reuniram-se no Centro  Cultural de Piçarras membros do FOMEDE. A presidente senhora Alaíde deu as boas vindas, se apresentou e fez uma breve explicação do FOMEDE, em seguida passou a palavra para senhora Silvana que  fez a acolhida aos presentes e apresentou sua suplente a senhora Aline. O  município de Massaranduba  também  apresentou  os  novos membros foi . Em seguida a presidente fez a leitura da ata anterior  para aprovação dos presentes. Passou em seguida para os assuntos da pauta. 1. Órgãos que ainda não fazem parte do FOMEDE : será encaminhado ofício para todas as instituições listadas no Regimento do FOMEDE, os representantes do FOMEDE farão a entrega dos ofícios , o ofício será elaborado pela senhora  GRAZIELA .2. Folder  de apresentação do FOMEDE : será feito pela Silvana uma  seleção de fotos e dados para que seja feito um orçamento do material  e possa se buscar patrocinadores para a impressão.3. A apresentação nos colegiados:  ficou agendado para AMVA LI no dia vinte e nove de agosto, na AMUNESC será vinte e sete de setembro, na AMFRI  será no dia trinta de agosto , para apresentação em cada colegiado sugere-se um grupo de três pessoas 4. Análise do regimento  :percebeu-se que não será necessário fazer alteração  no regimento .5. Estudo da Base Curricular:  a senhora Alaíde fez contato com  a senhora Suzy Castro Alves que  fará uma explanação  sobre a Base e a  lei 10.639. A data ficou para o dia doze de setembro, quando acontece a próxima reunião .  O local ainda será confirmado, mas sugere-se que seja no município de  Itajaí . Não se definiu o número de participantes por município para esta capacitação, mas  sugere-se que cada município mobilize o maior número de participantes . Será encaminhado um ofício para que a palestrante Suzy  venha realizar este trabalho. 6. A presidente apresentou as sugestões de  datas para as próximas reuniões, sendo que  em  doze de setembro, será  em Itajaí,   em Massaranduba, dez de outubro , quatorze de novembro em Barra Velha,   e doze de dezembro em Jaraguá do Sul. Para o mês de novembro fica agendado um Seminário . Na palavra Livre José Carlos expõs o trabalho de uma escola  em Barra Velha que trabalha a temática dos Indígenas, farão uma visita  na Vila Tarumâ, em Araquari, este povo está em processo para  terem suas terras  demarcadas, a proposta é trazer o Cacique Sérgio para uma fala de dez minutos na próxima reunião do FOMEDE . A presidente encerrou a reunião, agradecendo a todos . Eu Julia Mariane Américo, lavrei a ata e assinarei  juntamente com os demais.                                                                    
  Piçarras, 08 de agosto de 2017.
Lúcia Harrote                       ............................................................................................
José Carlos Fagundes         .............................................................................................
Simão Henrique Julebausk  ............................................................................................
Ariane Berri Riegel               ..............................................................................................
Lenir Muller Bogo                 ..............................................................................................
Suzana Leite da Silva              ...........................................................................................
Alaíde Honorato da Silva     ..........................................................................................
Julia Mariane Américo          .............................................................................................
Jorge Luiz Buerger                   ...........................................................................................
Silvana Maria Rebello Pereira .....................................................................................

Aline  Mª  de Quadros Taques ...................................................................................        

                   

Pauta da reunião da Diretoria FOMEDE / 2017

FÓRUM  MACRORREGIONAL  EDUCAÇÃO  E DIVERSIDADE  ETNICORRACIAL  - FOMEDE - 18 DE JULHO DE 2017.


Aos dezoito dias do mês de julho, reuniram-se no Auditório da Polícia Militar de Araquari, alguns membros do Fórum para  pautar os assuntos da primeira reunião do ano de dois mil e dezessete. A presidente Alaíde cumprimentou os presentes e fez a leitura da agenda do  dia.No ano passado foi sugerido  uma carta aberta aos municípios para conhecerem o FOMEDE,  e as contribuições do FOMEDE nos Planos Municipais de educação, sugere-se dar continuidade com esta proposta, a carta já está formulada , e será entregue aos municípios das três abrangências AMFRI, a responsável para o contato  será a senhora  Gilmara, na AMVALI será o Jorge, e na AMUNESC, será a Alaíde. Ficou sugerido no ano anterior também a confecção de um folder para divulgar as ações do FOMEDE, esbarramos na questão de custos deste material, a Silvana irá fazer um levantamento de custos , a Suzana irá resgatar algumas anotações para ser  publicada no folders . A senhora Silvana trouxe a questão de envolver a Cultura no FOMEDE, justifica com a participação dos Colegiados de Cultura nas questões etnicorraciais, este assunto será levado para discussão no Fórum Macrorregional, a reunião  fica agendada  para o dia oito de agosto ,  em  Itajaí ,às nove horas,  no auditório da AMFRI, se não  houver disponibilidade, será realizada na Fundação Cultural em Piçarras.  Sendo assim fica mantido a segunda terça-feira do mês para as demais reuniões.  Como sugestão da Gilmara será feito uma listagens de Organizações Governamentais e Não Governamentais que contribuam com a temática. A listagem das Entidades ficará a cargo de cada representante dos municípios  que deverá  levar o contato destas instituições na próxima  reunião. Sobre o Estudo da Base Nacional Curricular, a proposta é de que consigamos participar com algum representante na audiência Pública da Base que será realizada em Florianópolis no dia onze de agosto.  A senhora Alaíde também fará contato com a senhora Susi que faz parte da Comissão do Estudo da Base, para trazer alguns apontamentos sobre a Base e as questões  etnicorraciais  para o FOMEDE.  O outra sugestão discutida foi o Seminário envolvendo as equipes pedagógicas da Secretarias de Educação , decidiu-se que a melhor data seria para o mês de novembro,pois primeiramente o Fórum discutirá as questões  que estão contempladas na Base Curricular. Para a próxima reunião  será providenciado cópias do texto da Base para estudo, faremos também a apresentação da carta que será enviada às secretarias, e faremos uma leitura do regimento  para apresentar o FOMEDE aos novos integrantes, faremos o levantamento das Organizações que os municípios enviarem, e demais assuntos de interesse do Grupo.Eu Julia Mariane Américo lavrei a ata e assinarei juntamente com os demais presentes:
Alaíde  Hinorato da Silva ..............................................................................
Silvana Rebello ...................................................................................................
Julia Mariane Américo .......................................................................................
Suzana Leite da Silva ..........................................................................................
Jorge  Luiz Buerger ...........................................................................................
Lenir Fátima Muller .........................................................................................

Silvana Rebello ...........................................................................................

terça-feira, 11 de outubro de 2016


 A diretoria do Fórum Macrorregional Educação e Diversidade Etnicorracial convoca para 7ª reunião ordinária de 2016 que acontecerá conforme segue:


7ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO FÓRUM MACRORREGIONAL EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE ETNICORRACIAL
Dia
19 de outubro de 2016 (quarta-feira)
Horário
9h00min às 11h30min
Local
Sala de Reuniões – Amfri – Itajaí



Pauta
1.   Avaliação palestra com a Dra. Flavia Helena de Lima
2. Avaliação da carta aberta encaminhadas aos órgãos competentes e retorno ao MEC/SECADI;
3. Semana da Consciência Negra - vídeos; encaminhados e atividades de cada município;
4.    Monitoramento dos Planos Municipais de Educação.
5.    Demais assuntos de interesse do Fomede.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

9 expressões populares com origens ligadas à escravidão; e você nem imaginava

Certas expressões populares se tornam de tal forma parte de nosso vocabulário e repertório que é como se sempre tivessem existido. Dor de cotovelo, chorar as pitangas, dar com os burros n’água, engolir um sapo ou salvo pelo gongo, tudo é dito como se fosse a coisa mais natural e normal do mundo.
Mas se mesmo as palavras mais corriqueiras possuem uma história e sua própria árvore etimológica, naturalmente que toda e qualquer expressão popular, das mais sábias e profundas às mais bestas e sem sentido, possuem uma origem, ora curiosa e interessante, ora sombria e simbólica de um passado sinistro.
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Pois muitas das expressões que usamos no dia a dia, e que hoje comunicam somente seu sentido funcional – aquilo que atualmente a frase “quer dizer” – são originarias de um vergonhoso e longo período da história do Brasil: a escravidão.
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Ainda que os sentidos originais tenham se diluído em algo trivial, essa origem permanece, como em toda palavra ou frase comum, feito um DNA marcando nossa própria história.
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O Brasil foi o país que mais recebeu escravos no mundo, e o último país independente do continente americano a abolir a escravidão. Conhecer o sentido original e a história de uma expressão é saber, afinal, o que é que estamos falando. Por isso, essa seleção de nove expressões populares criadas durante o período da escravidão no Brasil – uma época que faz parte de nosso passado, mas que possui ainda forte influência sobre nossa realidade atual.

1. Tem caroço nesse angu

A expressão, que significa que alguém estaria escondendo algo, tem sua origem em um truque realizado pelos escravos para melhor se alimentarem. Se muitas vezes o prato servido era composto exclusivamente de uma porção de angu de fubá, a escrava que lhes servia por vezes conseguia dar um jeito de esconder um pedaço de carne ou alguns torresmos embaixo do angu. A expressão nasceu do comentário de um ou outro escravo a respeito de certo prato que lhe parecesse suspeito.

2. A dar com pau

“Pau” é um substantivo utilizado em algumas expressões brasileiras, e tem sua origem nos navios negreiros. Muitos negros capturados preferiam morrer a serem escravizados e, durante a travessia da África para o Brasil, faziam greve de fome. Para resolver a situação, foi criado então o “pau de comer”, uma espécie de colher que era enfiada na boca dessas pessoas aprisionadas por onde se jogava a comida (normalmente angi e sapa) até alimenta-los enfim. A população incorporou a expressão.
A única foto que se tem notícia de um navio negreiro, tirada por Marc FerrezA única foto que se tem notícia de um navio negreiro brasileiro, tirada por Marc Ferrez

3. Disputar a nega

Essa expressão, que significa disputar mais uma partida de qualquer jogo para desempatá-lo, possui sua origem não só na escravidão, como também na misoginia e no estupro (o que espanta que até hoje seja utilizada com tanta naturalidade). Sua história é simples e intuitiva: quase sempre, quando os senhores do passado jogavam algum esporte ou jogo, o prêmio era uma escrava negra.
Escrava trabalhando mesmo que com o filho a tiracolo Escrava trabalhando mesmo que com o filho a tiracolo

4. Nas coxas

A origem da expressão, que quer dizer algo mal feito, realizado sem capricho, é imprecisa, e não há consenso sobre se ela viria de fato do período da escravidão. De todo modo, a vertente mais popular afirma que a expressão viria do hábito dos escravos moldarem as telhas em suas coxas que, por possuírem tamanhos e formatos diferentes, acabavam irregulares e mal encaixadas.

5. Espírito de porco

Ainda que a origem da expressão venha da injusta má fama associada ao animal, por uma ideia de falta de higiene, sujeira e impureza, tal má fama é oriunda de princípios religiosos. Durante o período escravocrata, os escravos se recusavam e eram obrigados a matar o animal, para que servisse de alimento. A recusa vinha porque se acreditava que o espírito do animal abatido permaneceria no corpo de quem o matasse pelo resto de sua vida e, para complementar tal crença, a incrível semelhança que o choro do porco possui com um lamento humano tornava o ritual ainda mais assustador.

6. Para inglês ver

Essa expressão tem sua origem na escravidão, e também no mal hábito ainda atual brasileiro de aprovar leis que não “pegam” (que ninguém cumpre e nem é punido por isso). Em 1830, a Inglaterra exigiu que o Brasil criasse um esforço para acabar com o tráfico de escravos, e impusesse enfim leis que coibissem tal prática. O Brasil acatou a exigência inglesa, mas as autoridades daqui sabiam que tal lei simplesmente não seria cumprida – eram leis existentes somente em um papel, “para inglês ver”.
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7. Bucho cheio ou Encher o bucho

Expressão mais comuns em Minas, eram usadas tanto pelos escravos quanto por seus exploradores, evidentemente que com outra conotação da que se usa hoje. Atualmente significando estar bem alimentado, de barriga cheia, na época significavam a obrigação que os escravos que trabalhavam nas minas de ouro possuíam de preencher com ouro um buraco na parede, conhecido como “bucho”, para só então receber sua tigela de comida.
Escravos trabalhando em Minas, em rara foto da épocaEscravos trabalhando em Minas, em rara foto da época

8. Meia tigela

A partir da expressão anterior, a história segue, dando origem a expressão “meia tigela”, que significa algo sem valor, medíocre, desimportante. Quando o escravo não conseguia preencher o “bucho” da mina com ouro, ele só recebia metade de uma tigela de comida. Muitas vezes, o escravo que com frequência não conseguia alcançar essa “meta” ganhava esse apelido. Tais hábitos não eram, porém, restritos às minas, e a punição retirando-se parte da comida era comum na maioria das obrigações dos escravos.

9. Lavei a égua

Por fim, a expressão “lavar a égua”, que quer dizer aproveitar, se dar bem, se redimir em algo, vem também da exploração do ouro, quando os escravos mais corajosos tentavam esconder algumas pepitas debaixo da crina do animal, ou esfregavam ouro em pó em sua pele. Depois pediam para lavar o animal e, com isso, recuperar o ouro escondido para, quem sabe, comprar sua própria liberdade. Os que eram descobertos, porém, poderiam ser açoitados até a morte.
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© imagens: Arquivo/Marc Ferrez
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